domingo, 28 de agosto de 2011

Enredo da Unidos da Tijuca 2012




Eu sinceramente acredito no Enredo da Unidos da Tijuca para 2012, e digo mais: Eu estava, há algum tempo torcendo pra que o Paulo Barros fizesse um enredo, digamos normal, para ver sua genialidade dele novamente as claras, e para que ele continue dando aulas de inovação, provando que o Carnaval, o Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, assim como todas as formas de Arte, se renovam a cada dia, o que cristaliza, ou melhor fossiliza é o olhar do observador... a humanidade tem a tendência a fossilizar além de esquecer! E os Críticos fataklistas dos Desfiles de Carnaval da imprensa do Rio merecem todos o Paulo Barros!



O Enredo da Tijuca [ara 2012, será sobre Luiz Gonzaga....
Vamos ver o que vai passar na Avenida? ( Será? )
Através da Biografia de Luiz Gonzaga e de algumas imagens que eu separei,
Claro que podemos ir brincando de imaginar as referências e inspirações que o Carnavalesco Paulo Barros terá para 'botar o desfile na avenida', apesar de que, sabemos que na hora...Na hora!...
Nada do que esperarmos vai acontecer...
Então, se no momento do desfile você notar que Paulo Barros, descobriu que o "Gonzagão" era ET e foi o segundo homem a ir à "Lua"! ...Méritos para o Artísta Genial!...

Mozart do Baião?



"Nasceu na fazenda Caiçara, no sopé da Serra de Araripe, na zona rural de Exu, sertão de Pernambuco. O lugar seria revivido anos mais tarde em "Pé de Serra", uma de suas primeiras composições. 




Brazão de Pernambuco



Seu pai, Januário, trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão (também consertava o instrumento). Foi com ele que Luiz Gonzaga aprendeu a tocá-lo. Não era nem adolescente ainda, quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sul do Brasil. O gênero musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.
Antes dos dezoito anos, ele se apaixonou por Nazarena, uma moça da região e, repelido pelo pai dela, o coronel Raimundo Deolindo, ameaçou-o de morte. Januário e Santana lhe deram uma surra por isso. Revoltado, Luiz Gonzaga fugiu de casa e ingressou no exército em Crato, Ceará. A partir dali, durante nove anos ele viajou por vários estados brasileiros, como soldado. Em Juiz de Fora-MG, conheceu Domingos Ambrósio, também soldado e conhecido na região pela sua habilidade como acordeonista
Em 1939, deu baixa do Exército no Rio de Janeiro, decidido a se dedicar à música. Na então capital do Brasil, começou por tocar na zona do meretrício. No início da carreira, apenas solava acordeão (instrumentista), tendo chorossambasfox e outros gêneros da época. Seu repertório era composto basicamente de músicas estrangeiras que apresentava, sem sucesso, em programas de calouros. Apresentava-se com o típico figurino do músico profissional: paletó e gravata. Até que, em 1941, no programa de Ary Barroso, ele foi aplaudido executando Vira e Mexe , um tema de sabor regional, de sua autoria. O sucesso lhe valeu um contrato com a gravadora Victor, pela qual lançou mais de 50 músicas instrumentais. Vira e mexe foi a primeira música que gravou em disco.
Veio depois a sua primeira contratação, pela Rádio Nacional. Foi lá que tomou contato com o acordeonista gaúcho Pedro Raimundo, que usava os trajes típicos da sua região. Foi do contato com este artista que surgiu a ideia de Luiz Gonzaga apresentar-se vestido de vaqueiro - figurino que o consagrou como artista.
Em 11 de abril de 1945, Luiz Gonzaga gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor: a mazurca Dança Mariquinhaem parceria com Saulo Augusto Silveira Oliveira.
Também em 1945, uma cantora de coro chamada Odaléia Guedes deu à luz um menino, no Rio. Luiz Gonzaga tinha um caso com a moça - iniciado provavelmente quando ela já estava grávida - e assumiu a paternidade do rebento, adotando-o e dando-lhe seu nome: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior. Gonzaguinha foi criado pelos seus padrinhos, com a assistência financeira do artista.
Em 1946 voltou pela primeira vez a Exu (Pernambuco), e o reencontro com seu pai é narrado em sua composição Respeita Januário, parceria com Humberto Teixeira.
Em 1948, casou-se com a pernambucana Helena Cavalcanti, professora que tinha se tornado sua secretária particular. O casal viveu junto até perto do fim da vida de "Lua". E com ela teve outro filho que Lua a Chamava de Rosinha."

Uma Notícia interessante é esta:


"O carnavalesco Paulo Barros foi  a Pernambuco, na semana passada, acompanhado de uma equipe da Unidos da Tijuca, para fazer a pesquisa de campo sobre a cultura pernambucana e a trajetória de Luiz Gonzaga. A viagem seguiu o roteiro organizado pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) que também acompanhou o grupo durante a semana.
Além do carnavalesco Paulo Barros, a Unidos da Tijuca trouxe o diretor de Carnaval Ricardo Fernandes, a historiadora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Isabel de Alencar Azevedo, o artista plástico Marcus de Oliveira, e os designers de Carnaval, Annik Salmon e Delfim Rodrigues.
Para a pesquisa, foram visitadas as cidades de Recife, com ida ao Memorial Luiz Gonzaga, Mercado de São José, Casa da Cultura, Recife Antigo, Embaixada dos bonecos, Oficina Francisco Brennand e à Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte); Olinda, aos ateliês da Cidade Alta; Bezerros, no atelier do xilogravurista e cordelista J. Borges; Caruaru, no Alto do Moura e na famosa Feira de Caruaru.
De acordo com Paulo Barros, o enredo sobre Luiz Gonzaga vai trazer uma enorme visibilidade ao Estado. “O tema proposto é super importante pela figura representativa de Luiz Gonzaga na música popular, que foi e continua a ser muito grande. Não é uma idolatria, é mais que isso, é quase uma religião, dada a sua força”, afirma o carnavalesco.
A viagem, de modo geral, foi bem proveitosa para toda a equipe, que já se programa para necessárias novas vindas ao Estado. Dessa vez, Recife e Caruaru receberam maior atenção.
A próxima parada será Exu, a cidade natal de Luiz Gonzaga, e Garanhuns. “A gente vai tentar de todas as formas retratar com fidelidade o máximo da cultura pernambucana, e nas nossas pesquisas descobrimos que, para Luiz Gonzaga, Caruaru foi uma cidade chave, ao lado de Exu”, explica o artista plástico Marcus de Oliveira.
FONTE SECRETARIA DE TURISMO DE PERNAMBUCO (SETUR) ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO"

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ordem dos Desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro 2012



GRUPO ESPECIAL
Domingo Renascer
Portela
Imperatriz
Mocidade
Porto da Pedra
Beija-Flor
Vila Isabel
Segunda São Clemente
União da Ilha
Salgueiro
Mangueira
Tijuca
Grande Rio
ACESSO A
Tuiuti
Rocinha
Estácio
Inocentes
Império da Tijuca
Viradouro
Santa Cruz
Império Serrano
Cubango
ACESSO B
Santa Tereza
União de Jacarepaguá
Sereno
Alegria
Arranco
Curicica
Mocidade de Vicente de Carvalho
Tradição
Caprichosos
Unidos de Padre Miguel
Difícil é o Nome


Todo mundo do samba está curioso pra ver o Genio Revolucionário Paulo Barros, fazendo um desfile de um Enredo "Normal"!






Expectativas crescem para o Desfile da Unidos da Tijuca que vai Homenagear Luiz Gonzaga em 2012

"Mas em 2012 me sinto como se voltasse no tempo. Estou no ano de 2003 e vejo passar pela minha frente, no sábado de carnaval, um abre-alas todo feito de latas de tinta, espantalhos que surgem de repente, retirantes vagando pela Avenida, uma comissão de frente magnificamente feita de pincéis que giravam... É uma das mais belas lembranças daquele desfile, incluindo todos os grupos que passaram pela Passarela. Era um autêntico Paulo Barros, ainda desconhecido do grande público, mas que já vinha fazendo das suas nos grupos de baixo, seja no Tuiuti, no Arranco ou na Vizinha Faladeira. Naquele ano, ele fazia uma bela homenagem a Portinari, mostrando sua arte e contando sua história através do modo Paulo Barros de fazer carnaval."


Desfile da Tuiuti, em 2003. Considerado um Marco na Carreira de Paulo Barros.
Confira trechos do Desfile : 

Escolas de Samba que tiveram passagens pelo Grupo Especial podem virar Bloco.




Este texto eu encotreino Blog de Carnaval do Jornal Extra, e o descobri hoje também, e posto o texto na íntegra aqui devido a sua importância... já que fala de um assuntos tão atuais no mundo do samba, e ainda de uma forma muito consciênte:
"As últimas batidas do surdo: 10 escolas de samba vão virar blocos de enredo até 2014"
Por: Leonardo Bruno e Paolla Serra, em  
"Desde o carnaval de 2008, a Liesa reduziu o número de escolas no Grupo Especial de 14 para 12. Com isso, agremiações como Império Serrano, Caprichosos de Pilares e Estácio de Sá perderam espaço, ficaram relegadas aos Grupos de Acesso e, a cada ano, perdem força. Agora, o fenômeno que aconteceu com as grandes potências vai se repetir no andar de baixo.
A partir do ano que vem, os grupos C, D e E vão rebaixar seis escolas por ano e, até 2014, dez escolas de samba vão ser obrigadas a virar blocos de enredo — que desfilam na Avenida Rio Branco, em 45 minutos, com dois carros alegóricos e 400 pessoas. Isso quer dizer que podem entrar num caminho quase sem volta, em que uma das hipóteses mais prováveis é enrolar a bandeira.
Hoje, os grupos C, D e E, são formados por agremiações de importância histórica para o carnaval, como Em Cima da Hora, União de Vaz Lobo, Unidos da Ponte, Vizinha Faladeira, Leão de Nova Iguaçu, Unidos do Jacarezinho, Unidos de Lucas e Lins Imperial.
Segundo Eduardo José, presidente da Associação das Escolas de Samba, a entidade responsável por esses grupos, a mudança vai ser uma "maravilha", porque vai dar mais força a esses desfiles.
— A medida vai qualificar as escolas dos grupos C, D e E, não permitindo que elas fiquem acomodadas. Os presidentes vão ter que investir o dinheiro no carnaval, se esforçar pra botar a escola na rua.
O presidente da Associação não se mostra preocupado com o fato de as escolas enrolarem bandeira:
— Elas não vão acabar. Vão virar blocos de enredo, que fazem um ótimo desfile também. É bom porque assim elas podem se reestruturar para voltar mais fortes como escolas de samba.
Por trás da iniciativa de valorizar os grupos de Acesso está uma razão mais palpável: dividir a subvenção por menos escolas. Ou seja, a partir de 2014, o dinheiro da Prefeitura vai ser repartido por menos agremiações e, assim, sobra mais dinheiro para todo mundo.
— A subvenção já é muito pequena para estes grupos. É claro que vai ser melhor dividir dessa forma. Hoje as escolas do Grupo C recebem cerca de R$ 70 mil; as do Grupo D, R$ 40 mil; e as do Grupo E, apenas R$ 25 mil — conta Eduardo José.
A Prefeitura, que é a financiadora da festa, disse, através da assessoria da Riotur, que apenas "dá suporte logístico e operacional para as decisões da associação, mas não interfere nelas".
Escolas estão preocupadas com o futuro
Com 30 anos dedicados à Vizinha Faladeira — sambando ou costurando fantasias e adereços —, Jorge Alexandre assumiu a presidência administrativa da escola há 20 dias. Ele sabia bem o desafio que teria pela frente: falta de estrutura e de incentivos são velhos conhecidos das escolas dos grupos C, D e E. Essa semana, no entanto, teve outra surpresa ao ser informado também das mudanças de rebaixamento.
— Agora não podemos dar um vacilo em nada porque podemos cair. A Vizinha, que está no Grupo D, é uma das escolas mais tradicionais do carnaval, uma das mais antigas do Rio e não queremos que ela acabe — diz, preocupado.
Presidente da União de Vaz Lobo, Adriano Jesus do Amaral também teme o futuro:
— A justificativa (para as mudanças) é organizar o carnaval. Mas as agremiações desses grupos não podem pagar por administrações erradas. As escolas que caírem do Grupo E tendem a sumir — endossou.
Já o vice-presidente da Lins Imperial, Jorge Torresmo, acredita que, com a redistribuição da verba entre as escolas, será possível reforçar a estrutura dos barracões e promover desfiles melhores."
Quer conhecer o Blog Roda de Samba? Clique aqui

Imagem: Unidos da Ponte desfilando em 95 na Sapucaí.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ENREDOS e Desfiles Especiais da Mocidade Independente de Padre Miguel




O estilo high-tech do abre-alas de Criador e criatura.




"Ousadia que inspirou outras escolas deu à Mocidade o maior número de Estandartes de enredo

19/02 às 14h43 Rafael Galdo

RIO - A aldeia indígena virou metrópole. O sambista desbravou a floresta para ouvir o canto do uirapuru. Viajou ao espaço e desafiou gerar o homem artificial. Delírios que ganharam a passarela na Mocidade Independente de Padre Miguel e que deram à escola o maior número de Estandartes de Ouro de enredo (oito), com temas que ajudaram a criar uma das principais facetas da identidade da qual o independente tanto se orgulha: a mistura de vanguarda e raiz.
Os prêmios vieram com três carnavalescos consagrados, que fizeram história na verde e branco. Os primeiros, na década de 70, com Arlindo Rodrigues e o esplendor de sua estética barroca em "O Mundo fantástico do Uirapuru", de 1975; "Brasiliana", de 1978; e "O descobrimento do Brasil", de 1979. Na era Fernando Pinto, o tropicalismo encontrou na agremiação sua expressão carnavalesca, com Estandarte de enredo para "Como era verde o meu Xingu", de 1983; e "Tupinicópolis", de 1987. Enquanto a modernidade de Renato Lage deu o prêmio à escola em "Padre Miguel, olhai por nós", de 1995; "Criador e criatura", de 1996; e "Villa-Lobos e a apoteose brasileira", de 1999.
Em praticamente todos, a brasilidade como marca, às vezes ufanista, outras crítica ou crônica, discutindo as questões do país. Aliada à ousadia, como a das baianas de tecido de oncinha e dos índios de patins de "Tupinicópolis", ou da comissão de frente de Frankensteins e da alegoria da bomba atômica de "Criador e criatura".
Audácias que, para o jurado do Estandarte Felipe Ferreira, pesquisador de carnaval, só foram possíveis devido à liberdade de criação que a escola sempre deu a seus artistas, abrindo lugar para os carnavalescos imprimirem seu estilo, mesmo que em princípio soasse totalmente fora dos padrões.
- O enredo é a fagulha, o momento inicial de todo o processo criativo do carnaval. E a Mocidade sempre investiu na criação de seus carnavalescos. Daí os oito estandartes que ganhou. O que acredito ser um caminho até para os carnavais atuais, em que os artistas perdem espaço para apresentar suas propostas - diz Ferreira, lembrando que a mesma característica de carnavais autorais é de outras escolas campeãs de Estandartes de enredos, como Salgueiro, com sete, e Unidos da Tijuca, com seis."
Texto Retirado na íntegra AQUI.
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Conhecida como a Escola de Samba Futurista, na Década de 90, a Mocidade teve seus Grandes momentos no Carnaval nas mãos de Fernando Pinto ( Eterno ) e Renato Lage...
Mas não podemos esquecer de Arlindo Rodrigues... que deu o primeiro campeonato a ela,  e do mesmo modo do Desfile da Doação de Órgãos, que Chico Spinosa fez na Escola da Estrela Guia, que não foi campeão, mas que foi um belo e criativo desfile em 2003.

Desfiles Inesquecíveis da Mocidade Independente de Padre Miguel


O Mundo Fantástico do Uirapuru, 1975, Arlindo Rodrigues.



(Neste vídeo Ilha, Vila , São Carlos ( Estácio ) e Mocidade 1975 .. pois são raras as imagens do desfile em fotos, e mesmo em vídeos.)

O Descobrimento do Brasil,  também do Carnavalesco Arlindo Rodrigues. 1979 Campeão






Como era Verde meu Xingu, de Fernando Pinto, 1983 






Ziriguidum 2001, um Carnaval nas Esterlas, 1985 Campeão, de Fernando Pinto.







Tupinicópolis 1987, Vice Campeã, Também do Fernando Pinto.







Vira, Virou, A Mocidade Chegou, 1990 , Campeã, com a estréia de Renato Lage e Lília Rabelo como Carnavalescos.








Chuê, Chuá, As águas vão rolar, 1991, Bi-Campeã, com Renato Lage






Criador e Criatura, 1996, Campeã, Renato Lage.




De Corpo e Alma na Avenida, 1997, Renato Lage







Villa Lobos e a Apoteose brasileira, 1999, Renato Lage




Para sempre no seu coração - Carnaval da doação, 2003, do Carnavalesco Chico Spinosa




Estes são, não apenas desfiles marcantes de uma Escola de Samba, mas desfiles que inspiraram a Estética e a Criação e Literatura dos Enredos das Escolas de Samba.
Coloquei nesta lista o desfile de 2003, porque na minha opinião o mesmo passou desapercebido e merece atenção pela sua estética e bom gosto, talvez por ter sido confundido ou associado melhor dizendo ao Desfile de 1997 De Corpo e Alma na Avenida. Mas era uma das Obras Primas de Chiquinho Spinosa, ferros luzes e muita originalidade.
Os outros são indiscutivelmente marcos revolucionários. 
Que não podem faltar na lista de estudos de qualquer aprendiz de Carnaval, esteja ele em uma Faculdade de Designer de Carnaval ou em um Curso de Adereço ou Cenografia. Por serem ricos em informação, todo um pesquisador e historiador dos desfiles o conhecem e devem tocá-los... 
São realmente épicos... assim claro, outras Escolas possuem os seus desfiles revolucionários, mas aqui observamos especialmente os da Mocidade Independente de Padre Miguel, por ser talvez a Escola que mais inovou em Enredos... concordo com a matéria do Jornal O Globo, sobre os Estandartes de Ouro, que a Escola conquistou no quesito enredo.


Deixo ao final o compacto com todos os principais momentos da Mocidade 1996, o desfile em si é uma referência ao Designer de Carnaval... especialmente suas alegorias... mesmo dentro dos conceitos do Design da época, era especialmente belo e avançado.




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IMAGENS DESTA POSTAGEM 
Mocidade http://marceloguireli.multiply.com/journal




quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Entrevista com o Carnavalesco Fábio Ricardo


Fábio Ricardo, começou a trabalhar como aderecista e logo seu  talento foi percebido pelos mais velhos, 
quando ainda estava na Viradouro, na década de 90. Apesar da carinha de menino, ele fala com orgulho de seus 36 anos. Nascido em São Gonçalo, diz ser uma pessoa normal, mesmo estando à frente de uma das 13 Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, O Maior Espetáculo e Audiência do Planeta.
Fábio, afirma ser tranqüilo, e levar tudo de um modo leve, o que todos que com ele trabalham confirmam.
Atualmente ele é o Carnavalesco ( Designer ) da São Clemente.
E eu tive o prazer de encontrar com ele, na Cidade do Samba e foi quando surgiu a idéia da entrevista... que acabará sendo uma série de entrevistas com outros Carnavalescos e Personalidades do Mundo do Samba Carioca.
Em 2009 eu comecei a acompanhar o trabalho dele, quando assisti ao desfile da Rocinha no You Tube, me chamou muita atenção, pela beleza das formas e cores, que ele utilizava em seus desfiles, coisa que poucos fazem, com um refinamento e esmero impecáveis... Mas vamos deixar que ele fale para vocês...
Vamos a Entrevista:






William: Existe influência dos Quadrinhos no seu trabalho?


Fábio:  A Influência vem do Enredo... o traço se define pelo Enredo que estou desenvolvendo... Sei que meu trabalho já tem uma cara, e gosto disso, as pessoas poderem falar, "nossa aquilo é do Fábio!"...


W: E qual é o seu traço mais marcante ?


F: Eu deixo que as pessoas que trabalham comigo se sintam bem!


W: E nos Desfiles, que você produz e cria...?


F: Eu gosto de fazer o que as pessoas vão gostar de ver... de assistir na TV ou ao vivo... e que elas se sintam bem em estar usando a fantasia, isso, no caso de quem desfila! Quando vou criar é isto que penso. Me dedico muito ao acabamento, especialmente das fantasias... esta seria uma marca minha...


W: E o que mais você gosta de fazer?


F: Gosto de criar o tempo todo! 


W: E na Produção de um Desfile?


F: A Criação...  o início de tudo com a pesquisa, o desenho. Esta parte que estou agora. Estou trabalhando nesta parte, para o Carnaval ( Desfile ) do Ano que vem! Mesmo que não consiga realizar tudo o que imagino, é gratificante criar... é a parte que mais gosto!


W: Existe Influência do Renato Lage no seu Trabalho?


F: Meu traço tá entre Renato Lage e Rosa Magalhães... No carro: Renato... nas roupas... : Rosa!




"Sou chato e engraçado quando trabalho! Especialmente com o Piloto!"


 ( Nota:  As peças piloto são as digamos originais que serão produzidas em larga escala, por exemplo a fantasia de uma ala, é reproduzida para mais 80 a 100 participantes, em média. )


"Sou engraçado e pego leve, pois jamais vou chegar numa senhora de 70 anos, como uma costureira por exemplo, que geralmente tem esta idade, e gritar com ela! Não admito isso, eu chego olho de lado... sorrio pra ela e digo: Tá torto hein?! " ( risos )


"Olha sente comigo... hum? Você vai conseguir captar, vai! "


W: Quando você decidiu: " Vou fazer Carnaval, é com isso que quero trabalhar... "?


F: Sempre gostei, desde pequeno. Comecei novo com uns 16/17 anos, a frequentar Quadra da Escola de Samba... eu ia sozinho...
Por um acaso "eu estava eu no lugar certo na hora certa" na Quadra da Viradouro, na Festa de Apresentação das Fantasias para o Carnaval de 94 ( Eu já tinha desfilado em 92, no ano do Desfile do Povo Cigano. )
E faltou alguém cujo o manequim era o mesmo que o meu, até o numero do sapato... aí eu fui substituir a pessoa, e vesti a fantasia dela pra o desfile de apresentação... quando eu entrei lá dentro, naquele "camarim" e vi aquelas dezenas de fantasias, aquelas cores, eu fiquei encantado e no final eu perguntei pra um dos organizadores como eu fazia para trabalhar com aquilo... e ele me disse que no Barracão da Escola, estava pegando gente pra trabalhar e lá fui eu... naquele mesmo ano...


W: Que ano foi?


F:  De 93 pra 94... 


W: Já eram fantasias para o Carnaval de 1994 ?... 


F:  Isso! Era o Joãozinho Trinta, o Carnavalesco e o Enredo era sobre a Tereza de Benguela... ( Tereza de Benguela. Uma Rainha Negra no Pantanal )




...e lá fui eu no Barracão, no dia seguinte mesmo eu fui... e trabalhei... naquele ano ainda me deram uma função importante dentro do Baracão... realizei um trabalho bom e fui ficando... mostrei meus desenhos e comecei no ano seguinte como, uma das pessoas que desenhavam na equipe do Joãozinho!
Convidado pelo Wany Araújo, que era o chefe dessa equipe.
Ai fiquei na Viradouro mais alguns anos, estava lá no Carnaval de 1997 no Campeonato do Big Bang!




W: Este Enredo me marcou muito...
Você foi acessor do Max Lopes?


F: Sim fui! Por 10 anos!


W: E o que mais você aprendeu com ele?


F: Bom Gosto!


W: Quando começou com o Max?


F: Comecei a trabalhar com max lopes em 1999 no ano da Grande Rio : no ano do " Ei ei ei Chato é o nosso Rei, Depois fui com ele para a Mangueira naquele Carnaval da Seiva da Vida... 2001, quando o Max foi pra Mangueira é que meu trabalho realmente despontou com ele, e lá na Mangueira com o Max, fiquei até 2007.
Quando saí por motivos particulares fui procurado pela Rocinha.


W: Na sua opinião, qual seu melhor trabalho? 


F: Dizem que é o desfile do Nordeste na Rocinha... mas eu gosto do J.Carlos!





W: Eu também adoro este desfile do J. Carlos, é o meu preferido, até o deste ano!... na São Clemente, pra mim foi perfeito seu trabalho este ano... muito colorido, muito leve, muito bem resolvido, me apaixonei nos carros, especialmente o do Gramofone e o de Netuno!... Aquele do Bote também era magnífico! ( Me empolguei! )





W: Gosto também do seu desfile das Ykamiabas! Em 2010 ainda pela Rocinha...
É verdade que você achou o livro por um acaso... e disse: "É isso!" ?
( Risos )


F: Foi sim... aquele ano estavamos sem dinheiro... e eu pensei numa máxima... "sem dinheiro tem que ser Enredo sobre Índio, Negro e Palhaço..." como eu não tinha muito material sobre palhaço... fiquei só com Índio e Negro... e achei o Livro em uma biblioteca... quando fui pesquisar algm material Indígena e puxei o livro da estante: Ykamiabas... é isso!


W: Você trabalha de que horas a que horas?


F: De nove às nove! Às vezes são dez da noite e eu ainda estou aqui no Barracão, feliz e ágil!
Mas começando o carnavl eu vou embora... não tenho horário! Só preciso me alimentar... Eu gosto de trabalhar... eu tiro férias de duas semanas por ano, e se pudesse nem tirava!


W: Eu te associo ao lado mais belo da festa Fábio, mais leve, e feliz.. você trabalha sem brigas, vocêr não alfineta ninguém... Essa paz, esta conduta sua vem de onde? O que faz de você esta pessoa tranqüila?


F: A Vida! 


W: Esta paz existe mesmo no teu trabalho e no seu dia a dia?


F: Sim! Existe naturalmente... eu chamo na chincha se precisar claro... mas sempre com respeito!
Sabe você me perguntou sobre o que faço para ter paz no trabalho... de onde tiro esta paz... esta conduta?...
Eu acredito que a Vida é como um espelho ela nos devolve tudo o que lhe damos!
Tudo volta pra você.
E você tem que se olhar sempre, se analisar sempre.
Isso não é demagogia... Eu sou assim!
Eu planto, amor e paz!


W: Que lindo!...


F: Sei que, se você plantar laranja não vai nascer melancia! E aprendi muito com meus pais claro!... Com meu pai... ele semrpe me chamava atenção para estas coisas e do seu modo...
Esse é meu jeito, se você é assim no dia a dia, você vai vendo que funciona mesmo!


"Sou amigo de todos."

W: Existe algum Enredo que seja seu sonho fazer?


F: Sim, claro, muitos!...


W: Pode adiantar algum?


F: Jamais!!!... ( Risos )


W: O que você pode adiantar sobre o desfile da São Clemente pra 2012? Pode adiantar algo?


F: Eu estou na fase de desanhar... e as pessoas podem esperar uma São Clemente ousada, pelo próprio Enredo escolhido ( 'Os Musicais Brasileiros de Sucesso' ) 
Podem esperar o meu trabalho diferente!
A Escola em sí vem crescendo, amadurecendo... Vem se preparando com uma visão ousada e cada vez mais profissional.
A Diretoria da Escola está muito empenhada e me dando toda a estrutura para realizarmos juntos um excelente trabalho!

W: Você tem um conselho pra quem quer ser Carnavalesco?


F: Seja Humilde...


W: O que é ser humilde para o Fábio Ricardo?


F: Ser humilde é não deixar o sucesso ou a possibilidade dele subir a cabeça... Tente escutar... 
As pessoas precisam aprender... participar primeiro... ouvir... compreender como funciona um Barracão de Escola de Samba.


W: Existe algum desfile que tenha marcado você, que não tenha sido você quem fez... que você tenha assistido...


F:  Um só...? Tem vários!... Todos os desfiles da Rosa na Imeratriz, na década de 90...
Villa Lobos do Renato na Mocidade... era perfeito aquilo... cada setor da escola era uma surpresa!...
E Alice... do Joãozinho Trinta...
Mas tem um da Rosa, que é o do Marquês, em 1993... Aquele marcou muito...! Pela energia, pela beleza, pelo samba. Acontece uma identificação comigo e o samba... :
( E cantou...) 


"Vou passar mais uma vez...
na avenida da ilusão..."



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Entrevista realizada em 04/08/2011
por William Oliveira. Editor deste Blog.

Imagens desta Postagem: Facebook do Favio Ricardo.
http://www.sidneyrezende.com/noticia/30856 e Desfiles da Viradouro 1994 e 1997.
Desfile da SÃo Clemente 2011 Fotos; http://fotos.estadao.com.br/sao-clemente-2011,galeria,3951,132973,,,0.htm

Liks Relacionados: 

Desfiles de Fábio Ricardo:
( Clique nos link's para assistir aos vídeos )
Rocinha 2008 "Rocinha é Minha Vida... Nordeste é Minha História!"
Rocinha 2009 "Tem francesinha no salão... O Rio no meu coração " ( Adoro este especialmente o Abre-Alas! LINDOOOO )
Rocinha 2010 "Ykamiabas" "Senhoras da Terra, Filhas da Lua..."
São Clemente 2011 ( Amo este! )

Outros Links Relacionados ao Carnavalesco Fábio Ricardo:
Site Oficial da São Clemente: http://www.saoclemente.com.br/joomla/
Sinopse do Enredo da São Clemente 2012: "Uma Aventura Musical na Sapucaí" Clique AQUI.



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DOMINGO


Vem amor

Vem à janela ver o sol nascer
Na sutileza do amanhecer
Um lindo dia se anuncia
Veja o despertar da natureza
Olha amor quanta beleza
O domingo é de alegria
No Rio colorido pelo Sol
As morenas na praia (bis)
Que gingam no samba
E no meu futebol

Veleiros que passeiam pelo mar
E as pipas vão bailando pelo ar
E no cenário de tão lindo matiz
O carioca segue o domingo feliz
Vai o sol e a lua traz no manto
Novas cores, mais encanto
A noite é maravilhosa
E o povo na boate ou gafieira
Esquece da segunda-feira
Nesta cidade formosa

Há os que vão pra mata
Pra cachoeira ou pro mar (bis)
Mas eu que sou do samba
Vou pro terreiro sambar


União da Ilha, 1977