"Se o vento soprar eu vou... Deixo o Dom me levar amor!...
Vou em busca de um ideal, do meu Sonho de Carnaval..."
Viradouro 2003
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domingo, 19 de outubro de 2025

Sobre a Mangueira 2017


Porque a Mangueira mereceu ganhar o carnaval 2019?

 Por Biu de Oliveira.


     AQUI Fonte Imagem: 

Desde que a Caprichosos de Pilares lançou a campanha do Diretas Já em seu desfile e a Beija Flor fez Ratos e Urubus, não houve uma crítica social tão necessária quanto esta feita pela Mangueira em 2019. E parecia que até então que apenas a Beija Flor conseguia ganhar um carnaval com um desfile crítico, e foi em 2003, Saco vazio não para em pé? Aliás outra grande crítica necessária que ainda louvava a posse do presidente Lula, em seu primeiro mandato (Esquerdismos à parte sigamos o texto!) Como toda crítica artística nasce de uma forte necessidade da catarse de um momento social doloroso, vemos exatamente a necessidade do povo excluído de dizer sua verdade!

Mesmo que com grito! Com pichação! Com escárnio... Com carnaval! E foi isso que vimos no desfile da Mangueira. Espero que isto lance o tema até as salas de aula, e que a história do Brasil seja revista sim! Brasil que nem descoberto por Cabral foi, pois já sabiam da existência de suas terras muito antes do português descer aqui e anunciar ao Velho Mundo que existia e que era dele e da Espanha.

Mesmo que tenha um discurso um pouco exagerado colocando D Pedro I e Princesa Isabel como vilões e eles não eram perfeitos mas também não eram vilões, pois sofriam ataques e pressões de uma elite influente no Brasil e em Portugal que vivia do trabalho escravo. Não podiam lutar pela abolição como quiseram e existem relatos. Ambas esquerda e direita no Brasil estão ainda bastante equivocadas e deslumbradas em exageros de discursos. Isto não desvalida o olhar do artista e a crônica social e crítica poderosa que a escola trouxe para a avenida....

Mas recomendo que vejam os vídeos abaixo: 





Agora não quero dizer que visualmente estava rico, pois riqueza em desfile de carnaval não é necessária! O Abre alas não tinha 4 chassis como é de praxe, mesmo que o último carro seja “um rabinho de rato”!  Sinto muito que os pavões de plantão pensem o contrário, busquem o luxo e o exagero em tudo. Mas no final das contas o que vale mesmo, ou deveria valer, é uma linguagem clara que se identifique com o publico presente e os que assistem ao vivo e pela net, e um samba que faça escola e esse público cantar.

Claro que não vai entrar despencando fantasias ou com ferro aparecendo, não se trata de romantismo sobre a pobreza mas sim em visual com conteúdo. E foi isto que foi apresentado.

Grandiosidade sem criatividade ou bom gosto, não fica bom. Fica vazio de alma!

Mesmo com poucos recursos a escola estava visualmente bela e criativa. Leandro Vieira o criador do enredo e da plástica, que lançou estilo nas fantasias, desde 2016, começa também uma nova linguagem em alegorias, unindo técnicas de design com a folia como poucos até hoje souberam fazer. 

A escola ainda enaltecia os heróis apagados da história do nosso país e os heróis anônimos. Uma beleza de tese na avenida, um trabalho de pesquisa que resultou em uma imagética poderosa!

As fantasias eram incrivelmente bem estampadas e bem acabadas, e a alegoria 2 é pra mim tão impactante que deveria ser considerada uma das eternas alegorias ao lado do Cristo Mendigo do João, do DNA do Paulo Barros, do Pierro do Renato na Mocidade e do Noivado de Dona Leopoldina da Rosinha. Tratava-se de uma pichação ao monumento aos bandeirantes belamente esculpido e mostrado sem glórias no carnaval carioca, e em vermelho como vermelho é o rastro de sague que estes falsos heróis deixaram por onde passaram.


AQUI Fonte da Imagem

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Eu que sonho um país igualitário, onde se unifique em paz as três etnias, pois o Brasil não é mais dos índios apenas porque a vergonhosa colonização aconteceu. Mas temos que fazer o melhor com o que temos. Não dá mais pra separar brancos, negros e índios pois miscigenou. Mas precisamos deixar de lado a hipocrisia mesmo que seja ainda fantasiada e mascarada de luxo!

Quem sabe mudamos a cor da bandeira do nosso país, para Verde Rosa e Branca?



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domingo, 24 de agosto de 2025

16 Escolas no Grupo Especial

Sou a favor de 16 escolas, 2 noites de desfiles, uma hora e 20 cada desfile. Tem que tomar cuidado pra Globo não transformar os desfiles num gif de 30 segundos...

Se fossem 16 escolas no grupo especial, poderia voltar a cair 4 e subir 4 todos os anos, o que aumentaria o fluxo de escolas, a movimentação das comunidades e geraria mais oportunidades justas a todos. - O retorno de 7 alegorias, a proibição de alegorias gigantescas na comissão de frente o que criaria um esforço pra sair do padrão ditatorial do "momento da troca de roupa e de personagem" nas comissões de frente! - Acabaria com a pressão da escola que subiu naquele ano ser rigorosamente rebaixada de volta ao grupo de acesso e quebraria o "esquema" da Intendente de ser uma bolha de escolas presas ali no limbo da falta de verba!

A pressa dos tempos modernos está interferindo diretamente no formato e no ritmo das apresentações!

Imagem gerado no Bing a partir de Prompt

Temo um dia os desfiles venham a ser apresentados apenas em apenas um único gif! Pra atender as exigências da programação da Rede Globo!





Bill Oliveira William Carnaval

Bill Carnaval

Carnaval do Brasil

Bill Oliveira

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domingo, 23 de março de 2025

Segundo dia dos Desfiles do Especial do Rio de Janeiro

 



Tijuca

Grandiosa com destaque para as baianas e para as alegorias que me lembraram alegorias dos anos 90, exceto pelo gigantismo, se adequando aos padrões de hoje. 

Lembrou também a Tijuca dos anos 90... na cromática e nas formas... nos índios. Amei!

A comissão de frente um pouco fraca...


Beija Flor

Bela e grandiosa como nos velhos tempo de Laíla.

Sambaço aço aço, o que mais funcionou na avenida até o momento, mesmo que sendo um samba dolente, perfeito pro Neguinho.

E o que dizer da despedida de Neguinho? Em seus 50 carnavais e no auge!

Homenagem justa ao Mestre Laíla, meu amigo. 

Uma pena que a faixa do Cristo Proibido enrolou... A quizumba da autoria desse Cristo entre ele e Joãozinho se manifestou! 

Candidata ao título ao lado de Imperatriz e Mangueira!


Salgueiro

Destaque para o sambão e as alegorias. Uma beleza o carro de Zé Pilintra, que lembrava a construção dos carros dos anos 90, uma obra de arte!

Candidata ao Título ao lado de Mangueira, Beija e Imperatriz!


Vila Isabel

A feiura intencional da comissão de frente não estragou o brilho do restante da escola... Mas, colocar o diabo ali ficou pesado, ainda mais que o componente se ajoelha para ele - os evangélicos piram!- mas a qualidade do figurino, que parecia feito de látex e os rastros de fogo que eles deixavam na penumbra da nova iluminação eram encantadores!

Linguagens inovadoras como sempre, Paulo Barros que sempre agrada a uns e a outros não, mas é fora da caixa! As fantasias muito divertidas e bonitas de se ver... Mas o último carro de uma simplicidade de abóbora deve ter mesmo chocado. 

A linguagem de Paulo Barros é uma linguagem, não a correta, e não existe a correta linguagem para se fazer um carnaval ou arte.

Eu particularmente acho que terror e pornografia não funcionam na avenida... São energias densas demais, pois o carnaval é uma energia já selvagem que por um fino cordão não se descontrola... Então... Fica o pensamento...




quarta-feira, 13 de março de 2024

Gbalá é pérola aos porcos ou sementes para o futuro...

Por Biu de Oliveira.

Gbalá é singelo e puro demais para  o mundo equivocado em que vivemos hoje...

Reprimindo a criatividade e o sonho, uma sociedade que esqueceu do imaginário e da arte de sonhar...





Ilustração da primeira comissão de frente de Gbalá por Biu de Oliveira


O mundo do carnaval não estaria diferente...

Onde tantos criam suas fantasias simplesmente para competir;

Onde carnavalescos criam enredos sinistros para si e para seus semelhantes e são estes os que mais fazem sucesso...

Onde poderosos negociam lucros... E onde o povo dica de fora em uma uma arquibancada dura, fazendo parte de uma plateia de falsos jurados, de pessoas que estão ali apenas julgando e criticando tudo o que assistem... Gbalá é mesmo como atirar pérolas aos porcos! 
Mas seria esta já, a intensão de Oswaldo Jardim nos idos anos noventa? 

Hoje em dia, mesmo com mais tecnologia, e com uma Vila cheia de recursos financeiros, Gbalá ainda é singelo e foi novamente tão mal julgado e mal compreendido. 

Estávamos diante de um desfile sagrado, sim o carnaval também pode ser sagrado! Mas as disputas religiosas fizeram com que perdêssemos o sagrado das coisas! O desfile de novo nos colocava diante de todos os Orixás, especialmente Omolu, orixá da cura, e cura é o que nosso planeta e nossa sociedade global está precisando! Cura!

Qual o problema do casal no escuro dando um show de luzes?

Onírico, rompendo a barreira do real e o formato do desfile quadrado e cartesiano da Sapucaí como nunca ninguém pensou em fazer???

Sobre o casal, que surgia no escuro (Eles não ficavam apenas no escuro!) que mal há nisso? Acaso na ópera ou no teatro (Origens comuns dos desfiles de escola de samba) não é natural que personagens surjam do escuro para a luz do palco e que se crie palcos ou espaços de interpretação com luzes? 


"Não se podia ver o pavilhão ou a roupa", diziam alguns tolos, mas claro! 

Não era pra ser visto mesmo! 

E quando acendiam as luzes se podia ver roupa e pavilhão! Enfim... Chatice e preciosismo de quem não gostou! Academicismo barato! Vai ensinar essa gente desaculturada e invejosa como?... Invejosa mesmo, porque se a ideia fosse deles, ou se tivessem coragem de criar algo novo, teriam dado o 10 a si mesmos!

O problema é que os jurados são muito engessados e ditam normas, e pior, querem despontuar a todo custo! Então tudo é motivo. E ao despontuarem o casal da Vila Isabel deste ano, deram um duro golpe na criatividade e nos verdadeiros criadores de carnaval. 

Que hajam outros criadores corajosos como Paulo Barros e Nícolas Gonçalves! E que estes prosperem e sigam com coragem! 

Afinal toda manifestação artística depende de corajosos como eles!




sábado, 17 de fevereiro de 2024

Porque o samba não samba mais?

Por Biu de Oliveira.

Quando o Salgueiro escolheu seu samba par ao carnaval de 2024, vimos um crescimento deste samba, acabou sendo elogiado e escutado até mesmo fora do nosso país, 


Imagem deste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Y533CiB-Eyw

O enredo HUTUKARA, elogiado até por Leonardo de Caprio, fez com que a escola se tornasse uma das favoritas a ganhar o carnaval, e além disso, marcou a história do samba por sua repercussão. 

Todos esperavam um desfile com a animação do ITA de 93.

Mas nos ensaios um ritmo acelerado já se notava no samba, e seria este o motivo que fez com que a escola cantasse pouco e as arquibancadas menos ainda?

Ou será o celular que acaba com o canto da plateia? Todos estão ali contando pra quem não está... Todos querem o melhor self e ficam até um desfile ou dois buscando postar suas fotos e stories...

Seria o gigantismo das alegorias que impedem o canto da escola de se propagar na avenida? 

Quantas possibilidades podem haver para justificar o apagamento da vibração da plateia? 

Ritmo acelerado e ninguém consegue acompanhar,,,

Visual que inebria o público e deixa todos querendo prestar atenção no que está vendo...

Enfim, vimos grandes sambas, como a reedição de Gbalá, e o povo todo gelado nas arquibancadas.

Sim o Salgueiro teve uma recepção animadíssima por parte do público, mas ao longo do desfile o pessoal foi parando de vibrar. 

E o Gbalá que perdeu décimos por ausência de rimas? Os jurados são os grandes responsáveis pela formatação do carnaval e por haver mesmice, pois quando algo sai do comum, eles canetam. Haja visto o casal de Porta Bandeira e Mestre Sala da Vila Isabel, que entrou no escuro mas iluminando-se com focos de laser incríveis. Sim, o pavilhão estava no escuro, sim mas quando acendiam-se as luzes ele luzia na mão de uma Porta Bandeira talentosíssima e corajosa, cortejada por um Mestre Sala incrível!

O que tem também matado a emoção é que 90% da arquibancada está julgando! Hoje todos somos juízes, o botãozinho de like do Facebook fez mal para humanidade! Formou juízes!

Talvez tenhamos que repensar muitas coisas para que os desfiles se tornam melhores e voltem a ser cantados pela plateia. Pensar que o dia a dia corrido nos faz querer "memes" e diversões cada vez mais rápidas e em maior quantidade. Quem tem paciência hoje para sentar e ver um desfile, não é mesmo?

Quem sabe voltar a começar os desfiles as 19 horas ou as 20?A Globo poderia colocar comerciais entre os desfiles e no meio deles, e quando a transmissão recomeçasse após o comercial do meio não perderia nenhuma parte do mesmo, retomando de onde parou. 




quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Resultado da Apuração do Grupo Especial do Rio de Janeiro 2024

A campeã do Carnaval do Rio de 2024 é a Viradouro!


  1. 1. Viradouro — 270,0
  2. 2. Imperatriz Leopoldinense — 269,3
  3. 3. Grande Rio — 269,2
  4. 4. Salgueiro — 269,0
  5. 5. Portela — 268,9
  6. 6. Vila Isabel — 268,8
  7. 7. Mangueira — 268,8
  8. 8. Beija-Flor — 268,5
  9. 9. Paraíso do Tuiuti — 268,3
  10. 10. Mocidade — 267,2
  11. 11. Unidos da Tijuca — 265,7
  12. 12. Porto da Pedra — 264,9

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Porque a Mangueira mereceu ganhar o carnaval 2019?

 Por Biu de Oliveira.

     AQUI Fonte Imagem: 

Desde que a Caprichosos de Pilares lançou a campanha do Diretas Já em seu desfile e a Beija Flor fez Ratos e Urubus, não houve uma crítica social tão necessária quanto esta feita pela Mangueira em 2019. E parecia que até então que apenas a Beija Flor conseguia ganhar um carnaval com um desfile crítico, e foi em 2003, Saco vazio não para em pé? Aliás outra grande crítica necessária que ainda louvava a posse do presidente Lula, em seu primeiro mandato (Esquerdismos à parte sigamos o texto!) Como toda crítica artística nasce de uma forte necessidade da catarse de um momento social doloroso, vemos exatamente a necessidade do povo excluído de dizer sua verdade!

Mesmo que com grito! Com pichação! Com escárnio... Com carnaval! E foi isso que vimos no desfile da Mangueira. Espero que isto lance o tema até as salas de aula, e que a história do Brasil seja revista sim! Brasil que nem descoberto por Cabral foi, pois já sabiam da existência de suas terras muito antes do português descer aqui e anunciar ao Velho Mundo que existia e que era dele e da Espanha.

Mesmo que tenha um discurso um pouco exagerado colocando D Pedro I e Princesa Isabel como vilões e eles não eram perfeitos mas também não eram vilões, pois sofriam ataques e pressões de uma elite influente no Brasil e em Portugal que vivia do trabalho escravo. Não podiam lutar pela abolição como quiseram e existem relatos. Ambas esquerda e direita no Brasil estão ainda bastante equivocadas e deslumbradas em exageros de discursos. Isto não desvalida o olhar do artista e a crônica social e crítica poderosa que a escola trouxe para a avenida....

Mas recomendo que vejam os vídeos abaixo: 





Agora não quero dizer que visualmente estava rico, pois riqueza em desfile de carnaval não é necessária! O Abre alas não tinha 4 chassis como é de praxe, mesmo que o último carro seja “um rabinho de rato”!  Sinto muito que os pavões de plantão pensem o contrário, busquem o luxo e o exagero em tudo. Mas no final das contas o que vale mesmo, ou deveria valer, é uma linguagem clara que se identifique com o publico presente e os que assistem ao vivo e pela net, e um samba que faça escola e esse público cantar.

Claro que não vai entrar despencando fantasias ou com ferro aparecendo, não se trata de romantismo sobre a pobreza mas sim em visual com conteúdo. E foi isto que foi apresentado.

Grandiosidade sem criatividade ou bom gosto, não fica bom. Fica vazio de alma!

Mesmo com poucos recursos a escola estava visualmente bela e criativa. Leandro Vieira o criador do enredo e da plástica, que lançou estilo nas fantasias, desde 2016, começa também uma nova linguagem em alegorias, unindo técnicas de design com a folia como poucos até hoje souberam fazer. 

A escola ainda enaltecia os heróis apagados da história do nosso país e os heróis anônimos. Uma beleza de tese na avenida, um trabalho de pesquisa que resultou em uma imagética poderosa!

As fantasias eram incrivelmente bem estampadas e bem acabadas, e a alegoria 2 é pra mim tão impactante que deveria ser considerada uma das eternas alegorias ao lado do Cristo Mendigo do João, do DNA do Paulo Barros, do Pierro do Renato na Mocidade e do Noivado de Dona Leopoldina da Rosinha. Tratava-se de uma pichação ao monumento aos bandeirantes belamente esculpido e mostrado sem glórias no carnaval carioca, e em vermelho como vermelho é o rastro de sague que estes falsos heróis deixaram por onde passaram.


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Eu que sonho um país igualitário, onde se unifique em paz as três etnias, pois o Brasil não é mais dos índios apenas porque a vergonhosa colonização aconteceu. Mas temos que fazer o melhor com o que temos. Não dá mais pra separar brancos, negros e índios pois miscigenou. Mas precisamos deixar de lado a hipocrisia mesmo que seja ainda fantasiada e mascarada de luxo!

Quem sabe mudamos a cor da bandeira do nosso país, para Verde Rosa e Branca?





sábado, 29 de março de 2014

Enredo, Logo e Sinopse da Mangueira 2014




Salve o povo brasileiro, que dá duro o ano inteiro pra poder comemorar. Até na prece não esquece de mostrar sua alegria. Faz da vida fantasia, espanta a dor com maestria, não se vexa nem se aperta, liga a chave de alerta e cai no samba noite e dia. O mundo fica admirado e com o olho arregalado sempre diz: não existe outro lugar, nem carece procurar, com um povo tão feliz.
O Brasil é uma festa sem hora pra acabar - o negócio é festejar. Festa grande, multidão. Festa ao vivo na televisão. Abram alas pra Mangueira, pra festança começar.
Como diz Pero Caminha em sua carta inaugural, relatando o desembarque da esquadra de Cabral, o que se viu foi uma festa - a primeira, neste solo tropical. Ao som de um tamboril, precursor da bateria, um pouco de Brasil despertou naquele dia. O festejo noite a dentro de chegados e locais teve baile e cantoria num embalo musical. Foi a pedra fundamental do país do Carnaval.
Ninguém diz com precisão, mas na imaginação dá pra ver a patuscada. No auge da noitada, Cabral põe seu dobrão de lado, dança como Delegado e comanda a batucada.
A dança ritual do habitante local faz a fila, um a um, sem contato pessoal. Mas Diogo e seu gaiteiro botam fim na solidão. Quebram o gelo da distância, chamam o índio para a dança e seguram sua mão. Esse gesto tão singelo num zás criou o elo que selou o bem-querer. E a festa rola animada na mata enluarada até o dia amanhecer. Bendito este lugar, a Terra de Vera Cruz. Que nasce a dançar, e cantar, afagado pela lua e banhado por sua luz.

A festança brasileira cabe inteira no samba da Estação Primeira

Mas logo o branco impõe seu jeito, importado e contrafeito. Canto triste e oração era tudo que podia, nem pensar em alegria, ao andar da procissão. Na treva medieval imperava o reino da sisudez: cavaleiro de libré, e o asno com seu jaez. Durou pouco, felizmente, para o bem da nossa gente, essa quadra da História. O negro escravo com seu canto traz de novo todo o encanto que estava na memória. A cultura africana, de forte raiz tribal, faz então o contraponto da linhagem imperial.
Chico Rei é coroado, em Vila Rica aclamado, como no Congo seria. Nasce então o Congado, até hoje celebrado com teatro e cantoria. O povo se contagia, mão no terço outra na guia, a vida vai melhorar. Bota fé no sincretismo, e sem perder o misticismo junta santo e orixá. 

O sincretismo é parceiro desse jeito brasileiro de acender as suas velas - de todas as fés, e todas tão belas! No ponto e na oração, como manda a tradição, dois de fevereiro tem regata em procissão. Logo cedo de manhã, nesse dia, na Bahia, a rainha é Janaina. O povo reza pra santa mas lança oferendas ao mar, em louvor a Iemanjá. Está no seu DNA. 

De norte a sul, de lado a lado, festa do boi e Congado, festa de santo e xaxado, o povo leva o seu refrão. Faça sol ou caia chuva tem no sul Festa da Uva - e dá-lhe feriadão! 

O São João do Nordeste arrasta multidões. O céu fica pintado de estrelas e balões. A moça dança quadrilha com o seu cara-metade, depois clama a Santo Antonio por um noivo de verdade. Campina Grande, Caruaru, Mossoró, Aracaju, sem falar da velha Assu de antiga tradição. Tapioca e arroz doce ao lado da fogueira e a caneca de quentão pra durar a noite inteira.

A Mangueira está em festa como nunca vi assim. Vem pra Mangueira, vem, vem pra Mangueira, sim, mas tem que respeitar meu tamborim.

É matraca, é zabumba, é boi pra todo lado. De Pernambuco ao Maranhão o boi é venerado. Catirina come a língua e provoca confusão, mas o boi se reanima e pede comemoração.

Até na selva brilha a luz da cultura popular. Parintins é um milagre que me custa acreditar. O artesanato da floresta faz da festa um boi de criatividade que divide a cidade. É Garantido, é Caprichoso, a maior rivalidade.
Com a alma repleta de amor - e bom humor - lá vem ela com seu charme natural, pintando o Arco-Iris no meu Carnaval. Não podia faltar, eu sei, e é por isso que eu convidei o pique da moçada da Parada Gay.
Para acelerar meu coração, hoje eu me acabo na paixão, quero transpirar felicidade - e viva a diversidade!
Altiva, garbosa, vem chegando a Verde e Rosa, cada dia mais bonita. Desfilando, toda prosa, sua alegria infinita.
E quando o ano termina a galera de branco se anima num clarão monumental. O réveillon anuncia que mais dia menos dia chega outro Carnaval.
Nada se compara, no mundo inteiro, ao Carnaval do Rio de Janeiro.
A multidão invade a rua, que é sua, revivendo velhos carnavais. Com saudade das Grandes Sociedades, e do corso que não tem mais.
Salve o Carnaval de rua e o Cordão da Bola Preta! Salve o bloco e o folião que desdenha a aflição e segura a chupeta.
Glória a todas as Escolas e seus sambistas imortais. Seu reinado nesta sagrada pista não acaba, não se encerra. Dura enquanto houver aqui, na Sapucaí, o maior show da Terra. 
Só que a festa continua, para toda a eternidade. O que não falta é alegria e amor nesta cidade! Osvaldo Martins

Glossário:

Diogo Dias é o almoxarife da esquadra de Cabral que ensinou os índios a dançar de mãos dadas.
Libré, uma vestimenta europeia solene.
Jaez, um enfeite para a cabeça do asno (burro, jegue).
Catirina, escrava, grávida, tem o desejo de comer a língua do boi sagrado, que ressuscita - e começa ai a Festa do Boi

Enredo, Logotipo e Sinopse da Grande Rio 2014:




´´Verdes olhos sobre o mar, no caminho: Maricá"
A estação que inspira é o verão...
Nas primeiras horas de uma manhã de sol, ela desperta depois do que havia programado. O corpo ainda se sente envolvido pelo ócio da noite anterior.
Apressadamente, aproxima-se da janela e vislumbra as primeiras nuances luminosas do despertar de um novo dia. O brilho invade o ambiente outrora escuro pela noite e a claridade reflete na retina de seus olhos verdes. É a vida dando ao destino nova chance de refazer o fim da história. Quem sabe, nova fase, cantada em outro tom.
O sol aquece seu corpo na varanda da casa. Ela se dirige ao piano e algumas notas ecoam. No bloco de folha branca inicia o seguinte rascunho:
"Verdes olhos sobre o mar, a brisa a me levar nas asas do tempo!
Doce é este lugar, onde o chão guarda suas memórias
E a fé multiplica-se nas águas!
No firmamento a benção de teu "amparo"
Nos livros, páginas passadas que falam de sua história..."
O vento soprou mais forte e fez com que os cabelos se tornassem empecilho para os olhos. O som do piano cessou, o pensamento foi longe, e ela reacendeu a inspiração dos versos:
"Confesso que nem tudo vi!
Quando sua beleza fascinou o inglês pela manhã, tudo era verde e eu não estava lá!
Do seio de fertilidade da mata, do zum-zum-zum dos seres que lhe encantaram
Da visão noturna do que há pouco era dia, herdei as noites "negras" 
Tornei-me dona das estrelas que emolduravam o céu que foi dele..."
Ainda é manhã e sobre o mar o "barquinho" risca o horizonte. Ela cessa novamente o som do piano e instaura um demorado silêncio. Seus olhos verdes, são mais verdes quando fitam o mar. O canto do sabiá rompe a ausência do som. Ela retoma os versos:
"Ai quem me dera ver tudo
Lançar-me no passado
Correr em tuas plantações verdes, provar de tua laranja mais doce
Faze-la outra vez cidade que já foi terra de muitos
Que Darwin passou, que o trem prosperou
Hoje meu verso é em tua homenagem, é canção para um samba que em mim é sempre carnaval..."
O vento continuou soprando em seus ouvidos a inspiração para compor:
"A praia o terno convite:
O sol, as ondas, o banho de mar e o surfista solitário que corta as ondas como quem borda no Espraiado
No Barquinho corro o mundo, volto e olho: não consigo me acostumar 
Não ando só na imensidão
Daqui ou de qualquer lugar, só fui feliz em Maricá."
As linhas estavam no papel encontrado entre a casa e o mar. Como assinatura lia-se um "M" maiúsculo, seguido de um "A" emendado em um "Y" um "S" e encerrado com um "A". No fim da folha encontrada, lia-se: MAYSA.

Leandro Vieira e Roberto Vilaronga
Carnavalesco: Fábio Ricardo

Enredo Logotipo e Sinopse da Império da Tijuca 2014: Batuk




´´Batuk

Tocar, bater, vibrar; Batuk.
Que faz lembrar África dos nossos ancestrais
E a pureza dos cânticos à vida, onde tudo é ritmo.
N'aldeia, em volta da fogueira,
Alegria e dança; celebração!
A etnia é guerreira, tem o dom da comunicação.
Assim quiseram os deuses,
Pois minh'alma é força, é parte natureza.
Transforma o corpo em orquestra, instrumento,
Cura. Fala de Saudade. Alerta.
Baila no rito do mascarado a iniciação,
Enfeita as cabeças, espalha felicidade.
Faz kizomba, enaltece os valores da amizade.
Gira no ritual que espalha axé,
Mistura negro, branco e índio.
Canta forte, pois tem fé,
Bate palma, pois tem fé,
Reza, é sagrado, é sinal de fé.
Eleva o canto aos céus e pede,
Clama o fim das injustiças, quer ser livre.
Coroa a liberdade em forma de prece,
Ao bondoso Deus e ao divino espírito santo.
Faz-se essência da cultura popular.
Dos reis, crioulas, marujeiros e brincantes,
Rodopia, irradia alegria, espanta a tristeza.
Desce a ladeira no passo que "freve", ferve!
Segue o cortejo da casa real, cortejo da coroa imperial.
Profano, Embala o corpo, põe pra dançar.
O ritmo desce a ladeira, inclui,
Dita moda, conscientiza, refaz as cabeças.
Mistura, faz crítica, fala da realidade,
Faz onda que recria uma nação.
Alegria de todo um povo,
Condenado, proibido, imoral.
Mesmo assim resistiu, pôs-se a jongar,
Voltou pros salões, virou fino trato.
Enfeitou-se de flores, levantou o estandarte,
Lançou perfume e apaixonou a sociedade.
Saiu por aí, deu samba, fez escola.
Subiu o morro,
Lá do alto fez seu reinado e estendeu o manto,
Verde de esperança e branco da paz.
Coroou uma gente guerreira,suburbana, feliz,
Que hoje faz sua batucada especial.
Afinal, da África ao Brasil,
Em todo mundo,
É tempo de Batuk.´´


Júnior Pernambucano



sábado, 1 de fevereiro de 2014

Ordem dos Desfiles das Escolas de Samba 2014 Rio de Janeiro



Confira a agenda dos desfiles das Escolas de Samba do Grupo de Acesso e Especial do Rio de Janeiro em 2014

Sexta-feira (28) - Série A

Em Cima da Hora
União de Jacarepaguá
Rocinha
Renascer
Porto da Pedra
Tuiuti
Inocentes de Belford Roxo
Império Serrano
Sábado (1º) - Série ATradição
Alegria da Zona Sul
Curicica
Caprichosos
Viradouro
Estácio
Santa Cruz
Unidos de Padre Miguel
Cubango
Domingo (2) - Grupo EspecialImpério da Tijuca
Grande Rio
Beija-Flor
Salgueiro
Mangueira
São Clemente
Segunda-feira (3) - Grupo EspecialMocidade
União da Ilha
Vila Isabel
Imperatriz
Portela
Unidos da Tijuca


Imagem Daqui


Minha Classificação do Carnaval do Rio 2026

  EMPATADISSIMAS, qual o problema?  em primeiro lugar o trio das homenagens:  Viradouro, Imperatriz e Acadêmicos de Niterói as minhas campeã...

O Chamado Mítico

O SONHO...

O Delírio...

Criador x Criatura

O Despertar do Curador!

VISÕES DO FUTURO...

ANITA GARIBALDI HEROÍNA DAS SETE MAGIAS

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